Top 5 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
Abril 26, 2006
All right, I’m just like the next girl. Quem não gosta de fazer uma listinha. Vou fazer um esforço gigantesco para não inventar outra e coisa e fazer uma listinha de Top 5 mensal.
“Inspirada” pela grande quantidade de corações solitários a minha volta (será o frio?), vou elencar meus top 4 filmes e 1 música de amor “de verdade”. Sem je t’aime mon amour e sem “corridas para o abraço”.
1. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças – Michel Gondry
Esse acho que todo mundo conhece. Garoto conhece garota, garoto e garota se apaixonam. Garota termina com garoto, garota contrata empresa para apagar garoto da cabeça (e quem nunca achou a idéia absolutamente brilhante?).
Esse entra aqui por que de uma paixão de verdade no final só sobram as lembranças, e isso é melhor do que muita coisa nessa vida. Quer coisa mais romântica que o Jim Carrey “lutando” para não tirarem a Clementine da cabeça dele?
2. Depois do Pôr do Sol – Richard Linklater
Eu costumo odiar continuações (exceto Gremlins e Harry Potter é claro). Mas eu gostei mais desse filme do que o primeiro (Antes do Amanhecer). No primeiro filme, dois jovens têm um encontro idílico em Viena. Eles nunca mais se encontram, até que dez anos depois meio que “se trombam”. E é isso, basicamente os dois conversando por Paris, sem beijos nem nada, não é um road movie, mas poderíamos chamar de um city tour movie. E o tempo acaba voando, com direito a Julie Delpy imitando a Nina Simone no final. Não é simplesmente romântico?
3. Closer, Perto Demais – Mike Nichols
O filme de Mike Nichols, inspirado na peça homônima, é uma observação delicada sobre natureza humana. E da nossa “insustentável leveza de ser”, como bem retratou Kundera. As crises de dois casais, traições e sacanagens. Grosso modo é isso o filme. Um filme sobre todas as coisas que a gente diz por dizer, diz para manipular, diz para ser amado, diz para dizer que ama. Um filme sincero sobre como conseguimos ser nossos próprios carrascos.
O ápice para mim é o diálogo entre a personagem de Natalie Portman e o de Jude Law:
- Só há uma maneira de terminar com alguém, é dizendo “Eu não te amo mais”.
- Você nunca deixou alguém que você ainda amasse?
- Nunca.
4. Beijos Roubados – François Truffaut
Todos os filmes com o personagem Antoine Doinel são ótimos (Os Incompreendidos, Antoine e Collette, Beijos Roubados, Domicílio Conjugal e O Amor em Fuga – até os títulos são bons). Primeiro a trilha do filme, “Que reste-t-il de nos amours” de Charles Trenet é deliciosamente melancólica, fala até de flores secas dentro de livros.
Nesse filme o personagem Antoine Doinel está na sua fase mais bonitinha Don Juan/Menino Maluquinho. Ele se apaixona pela patroa e pela menina ao mesmo tempo, mas e daí? Ele pode. E tudo termina delicadamente em um dia de outono, o menino e a menina sentados num banco de praça.
5. Music when the lights go out – Libertines em The Libertines
Ok, o que diabos a música dos Ex-Libertines (agora Dirty Pretty Things) está fazendo no meio dessa lista? Por que amor acaba, e amor acabando é romântico também, tá? E que metáfora mais bonitinha para isso do que “I no longer hear the music”.
Por que é isso a gente muda, as coisas mudam, o amor acaba e até pés na bunda podem ser românticos.
p.s. Oh boys, love is a bitch but life is swell.
p.s.3 Preguiça total de colocar links, just google it!
Be Good Tanyas
Abril 10, 2006
Bom para começar, de blog novo. Maiores explicações no About.

Uma das mais recentes aquisições da minha “prateleira” (enfim, do meu ipod), é o CD Blue Horse da banda Be Good Tanyas. As três canadenses Frazey, Trish e Sam se juntaram para tocar aquilo que chamam por lá de “traditional songs”. Seu primeiro CD, Blue Horse, de 2001 é uma mistura de folk, country e blues.
Definitivamente as baladas mais sombrias como Rain and Snow e Only in The Past são o forte das meninas, mas as músicas mais “saltitantes” como Littlest Birds não decepcionam. No melhor espírito western, Blue Horse tem uma deliciosa versão de Oh Suzanna (sim, Ó Suzana não chores por mim).
O segundo CD, Chinatown, de 2003, bem mais country, não me ganhou tão fácil quanto o disco de estréia das meninas. Por enquanto, as minhas favoritas são In Spite of All the Damage I’ve Done e Waiting Around to Die. Ambos Cds contém regravações e composições do trio.
Para quem gosta de belos vocais femininos e um som mais rústico, está aí uma dica que vale a pena. Música para ouvir dirigindo, lendo ou curtindo uma dor de cotovelo, sempre se imaginando entre montanhas e rios gelados sentada(o) uma cadeira de balanço.