All right, I’m just like the next girl. Quem não gosta de fazer uma listinha. Vou fazer um esforço gigantesco para não inventar outra e coisa e fazer uma listinha de Top 5 mensal.

“Inspirada” pela grande quantidade de corações solitários a minha volta (será o frio?), vou elencar meus top 4 filmes e 1 música de amor “de verdade”. Sem je t’aime mon amour e sem “corridas para o abraço”.

1. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças – Michel Gondry
Esse acho que todo mundo conhece. Garoto conhece garota, garoto e garota se apaixonam. Garota termina com garoto, garota contrata empresa para apagar garoto da cabeça (e quem nunca achou a idéia absolutamente brilhante?).
Esse entra aqui por que de uma paixão de verdade no final só sobram as lembranças, e isso é melhor do que muita coisa nessa vida. Quer coisa mais romântica que o Jim Carrey “lutando” para não tirarem a Clementine da cabeça dele?

2. Depois do Pôr do Sol – Richard Linklater
Eu costumo odiar continuações (exceto Gremlins e Harry Potter é claro). Mas eu gostei mais desse filme do que o primeiro (Antes do Amanhecer). No primeiro filme, dois jovens têm um encontro idílico em Viena. Eles nunca mais se encontram, até que dez anos depois meio que “se trombam”. E é isso, basicamente os dois conversando por Paris, sem beijos nem nada, não é um road movie, mas poderíamos chamar de um city tour movie. E o tempo acaba voando, com direito a Julie Delpy imitando a Nina Simone no final. Não é simplesmente romântico?

3. Closer, Perto Demais – Mike Nichols
O filme de Mike Nichols, inspirado na peça homônima, é uma observação delicada sobre natureza humana. E da nossa “insustentável leveza de ser”, como bem retratou Kundera. As crises de dois casais, traições e sacanagens. Grosso modo é isso o filme. Um filme sobre todas as coisas que a gente diz por dizer, diz para manipular, diz para ser amado, diz para dizer que ama. Um filme sincero sobre como conseguimos ser nossos próprios carrascos.

O ápice para mim é o diálogo entre a personagem de Natalie Portman e o de Jude Law:
- Só há uma maneira de terminar com alguém, é dizendo “Eu não te amo mais”.
- Você nunca deixou alguém que você ainda amasse?
- Nunca.

4. Beijos Roubados – François Truffaut
Todos os filmes com o personagem Antoine Doinel são ótimos (Os Incompreendidos, Antoine e Collette, Beijos Roubados, Domicílio Conjugal e O Amor em Fuga – até os títulos são bons). Primeiro a trilha do filme, “Que reste-t-il de nos amours” de Charles Trenet é deliciosamente melancólica, fala até de flores secas dentro de livros.

Nesse filme o personagem Antoine Doinel está na sua fase mais bonitinha Don Juan/Menino Maluquinho. Ele se apaixona pela patroa e pela menina ao mesmo tempo, mas e daí? Ele pode. E tudo termina delicadamente em um dia de outono, o menino e a menina sentados num banco de praça.

5. Music when the lights go out – Libertines em The Libertines
Ok, o que diabos a música dos Ex-Libertines (agora Dirty Pretty Things) está fazendo no meio dessa lista? Por que amor acaba, e amor acabando é romântico também, tá? E que metáfora mais bonitinha para isso do que “I no longer hear the music”.

Por que é isso a gente muda, as coisas mudam, o amor acaba e até pés na bunda podem ser românticos.

p.s. Oh boys, love is a bitch but life is swell.
p.s.3 Preguiça total de colocar links, just google it!