Atualizando
Junho 11, 2007
Eu nem sou tão picareta assim, nos poemas de 3a categoria tem coisa nova (Poemas e Afins). Vai lá!
Diário de uma cidadã da República da Grana na Cueca
Outubro 1, 2006
Tem dias nessa vida que eu fico sem palavras.
“Assim, sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana.”
Mikhail Bakunin

71 Contos de Primo Levi
Abril 11, 2006

71 Contos de Primo Levi (Companhia das Letras) é a reunião de três outros livros de contos de Primo Levi, conhecido pelo testemunho de seu emprisionamento em Auschwitz. Não vou falar de Levi, nem do que o motivou a escrever os tais 71 contos. Primeiro porque seria muito pretenção mas, também porque a matéria da >Bravo! já resolve a questão muito bem.
Vou falar de porque esse livro é absolutamente imperdível. Com frescor, leveza e brilhantismo Primo Levi questiona a tecnologia, a ficção, a ciência, a humanidade, a sociedade, assim em uma tacada só (ou melhor em 71 tacadas). O livro é cheio de pérolas, contos que fazem pensar, surpreendem e fogem completamente ao lugar comum. Levi mistura aqui a ficção científica, o fantástico e a fábula.
Não resisti a ler e reler o conto Rumo ao Ocidente, no qual o cientista Walter vai atrás do fenômeno do suicídio dos lemingues (pequenos roedores que habitam os países nórdicos e ao migrarem pelos caminhos estreitos fiordes, acabam por empurrar uns aos outros precipício abaixo). Walter estuda em seguida uma comunidade na qual o suicidio é socialmente aceito quando o indivíduo conclui que sua vida lhe dá mais prazer do que dor.
Com essas duas pesquisas acaba descobrindo a origem química da tristeza humana e assim, desenvolve o “antídoto da tristeza”, que é então vastamente difundido. Bom, só lendo para saber o resto, nada que eu possa dizer se compara à narrativa de Primo Levi.
Termino com a frase final do texto só para deixar aquele gostinho:
“Não queremos ofender-vos, mas reenviamos vosso medicamento de modo que ele seja proveitoso aos que entre vós dele necessitarem: nós preferimos a liberdade à droga, e a morte à ilusão.”